Juntos resolvemos os desafios do amanhã.
SAIBA MAIS →As escavações subterrâneas representam um conjunto de técnicas e soluções de engenharia geotécnica voltadas à abertura de cavidades abaixo da superfície do terreno, abrangendo túneis, galerias, poços e cavernas artificiais. Em Luziânia, cidade integrante da região do Entorno do Distrito Federal e situada sobre o complexo geológico do Grupo Bambuí, essa categoria ganha relevância devido ao crescimento da infraestrutura urbana e à necessidade de obras enterradas para saneamento, drenagem e passagens viárias. A execução segura desses espaços exige conhecimento profundo do maciço rochoso e dos solos residuais jovens que caracterizam a área, demandando investigações geotécnicas criteriosas e projetos personalizados.
Do ponto de vista geológico local, Luziânia está assentada predominantemente sobre ardósias, filitos e calcários do Grupo Bambuí, formações que apresentam comportamento mecânico distinto quando escavadas. Os solos residuais siltosos e argilosos, muitas vezes pouco espessos, recobrem rochas brandas que podem conter planos de fraqueza e zonas de dissolução cárstica nos calcários. Essas condições impõem desafios como instabilidade de face, fluxo de água subterrânea em descontinuidades e risco de colapsos em cavidades naturais preexistentes, tornando indispensável um projeto geotécnico de escavações profundas que antecipe e mitigue esses fatores.
A normativa brasileira que rege as escavações subterrâneas é encabeçada pela ABNT NBR 9061:1985 – Segurança de Escavação a Céu Aberto, complementada pela NBR 11682:2009 – Estabilidade de Taludes, e pelas diretrizes da NBR 6122:2019 para fundações, que tangenciam contenções e escoramentos. No caso específico de túneis e galerias, aplicam-se também as recomendações da Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica (ABMS) e normas internacionais adaptadas, como as da ITA-AITES. Em Luziânia, a ausência de legislação municipal específica torna a observância dessas normas técnicas um pilar para a aprovação de projetos junto aos órgãos competentes, garantindo a segurança operacional e a integridade das edificações vizinhas.
Os tipos de empreendimento que demandam escavações subterrâneas na região incluem túneis lineares para redes de água e esgoto da concessionária local, passagens inferiores para mobilidade urbana sob rodovias como a BR-040, e poços de acesso para manutenção de galerias pluviais. Além disso, obras de contenção com cortinas atirantadas e tirantes protendidos frequentemente envolvem escavações provisórias que se comportam como pequenas cavidades, exigindo o mesmo rigor geotécnico. Em todos esses casos, a interação entre o maciço rochoso fraturado e os eventuais aquíferos suspensos deve ser modelada para evitar acidentes e atrasos no cronograma.
Os riscos predominantes estão associados à presença de rochas brandas do Grupo Bambuí, como ardósias e filitos, que podem apresentar planos de xistosidade desfavoráveis, além de zonas cársticas nos calcários que geram vazios e colapsos súbitos. A percolação de água por fraturas também eleva o potencial de instabilidade nas frentes de escavação.
A principal referência é a ABNT NBR 9061:1985, que trata da segurança em escavações, complementada pela NBR 11682:2009 para estabilidade de taludes e pela NBR 6122:2019 no que tange a contenções. Para túneis, adotam-se também diretrizes da ABMS e normas internacionais da ITA-AITES, dada a ausência de uma NBR específica para o método construtivo.
Todo empreendimento que envolva abertura de cavidades abaixo do nível do terreno, independentemente da profundidade, exige um projeto geotécnico conforme as normas vigentes. Isso é obrigatório para túneis, poços de grande diâmetro e galerias de soluções, especialmente em áreas urbanas de Luziânia onde há interferência com edificações e redes enterradas.
A alternância entre solos residuais pouco espessos e rochas alteradas exige métodos que combinam escavação mecânica com eventuais desmontes a fogo controlado. Em zonas de calcário, o risco de cavernas exige sondagens rotativas e ensaios geofísicos prévios. A escolha entre NATM, TBM ou método convencional depende diretamente da qualidade do maciço rochoso local.
Atendemos projetos em Luziânia e arredores. Mais info.